Por Amanda Abreu

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ela esperava...


"E ela esperava tudo, sem mesmo por nada esperar..."

E depois das tempestades, das noites e noites de insônia, das tantas e tantas lágrimas derramadas, o pensamento voltou a ser vazio o coração se fez mais leve e ela aprendeu que tudo tem seu tempo...
Foram tantas coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo, tanto sofrimento pelo qual ela passou, que se descobriu forte, como nunca havia imaginado poder ser. E depois dessa descoberta, as coisas se fizeram mais fáceis, a ferida depois que se fecha, deixa a marca, a lembrança o aprendizado.
A nova estação que se aproxima parece prometer coisas boas, ela pode sentir a boa vibração se aproximar e ela se anima, se enche de esperança, mas não permite que os pés saiam do chão, ela sabe que isso é perigoso... O amor parece estar ali, ainda presente esperando o momento de se manifestar novamente, mas ela não age, espera pelo avanço do outro. Tem medo de se perder novamente por esse caminho.
Ela sente o coração palpitando as vezes, mas conta até 10, 20, 50 ou 100 e isso vai passando aos poucos, porque ela não se permite sofrer mais não, e mesmo sem esperar ela espera... por um toque do telefone, por um recado em uma página qualquer, por um sinal...
Ela sabe e sente que está chegando a hora, mas não quer se precipitar, decide que o melhor mesmo é esperar e a isso ela já se acostumou, só teme o dia em que disso se cansar, porque ela sabe ele também que isso pode sim acontecer...
Mas o futuro a Deus pertence e nisso ela acredita, quando a primeira coisa boa acontecer as outras se desenrolam também, porque é sempre assim, coisa boa atrai coisa boa...
E assim, com o coração na mão, os pés firmes no chão e a certeza de que tudo irá mudar ela espera, sem mesmo nada esperar.

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